Partidos formados sem nenhuma estruturação programática ou ideológica, e por isso mesmo chamados “nanicos”, pelo menos dez legendas criadas por conta da liberalidade que predomina nessa área estão tentando uma forma de sobreviver, ora incentivando a disputa majoritária entre candidatos com maiores chances, ora ameaçando formar um bloco para também se aventurarem na disputa.
Foi só o deputado federal Marçal Filho anunciar que seria o nome escolhido pelo PMDB para enfrentar a possível candidatura à reeleição do atual prefeito Murilo Zauith pelo PSB que formaram-se verdadeiras “caravanas” em direção ao escritório político do pré-candidato. No dia seguinte da definição da pré-candidatura do deputado, membros do PSDC, PP, PSL, PT do B e PSC já foram buscar uma fatia do “bolo”.
Excluídos desse processo, talvez muito mais pela pouca representação do que pelo “valor” que acabam estipulando para participar do processo, outro grupinho, de dirigentes do PTN, PHS, PTC, PRP e PPL, também se articula e busca pré-candidatos majoritários de menor potencial na esperança de serem lembrados na hora da disputa proporcional, pelo menos.
O PSDB, que já foi uma forte legenda quando tinha em seus quadros o ex-prefeito Braz Melo e depois o atual prefeito, hoje tenta um lugar ao sol com o nome do bacharel em Direito Elizio Brites, que passa a maior parte do tempo em conjecturas com os “nanicos” quando a cúpula regional sinaliza a quase certeza de que os tucanos vão continuar alinhados com a atual administração.
Sem pressa
Um experiente articulador político, hoje conduzindo as negociações com partidos de maior porte, disse ao Douranews que “esses pequenos acabam atrapalhando muito nas definições”. Segundo ele, o tempo que se perde em conversas com ditas lideranças dos “nanicos” poderia estar sendo utilizado para avançar em outras áreas. “Tem presidente de partido que já está estipulando preço para encaminhar os demais membros para essa ou aquela coligação, e não é barato não”, comentou o político.
Esse mesmo político opina, entretanto, que “se tem alguém achando que vai tirar dinheiro do Murilo ou do Marçal [até agora colocados como os pré-candidatos com mais chances], pode tirar o cavalinho da chuva. Esses dois não tiveram e não estão com pressa nem para definir as próprias candidaturas, imagina se vão se incomodar com a ‘mordeção’ que aumenta nessa época”.