O ex-prefeito do Rio César Maia foi condenado junto com outros réus a restituir aos cofres públicos o valor de quase R$ 150 mil, bem como a pagarem, individualmente, uma multa civil no mesmo valor, sem contar que Cesar Maia teve os direitos políticos suspensos pelo prazo de cinco anos. A informação foi divulgada pela rádio CBN do Rio.
Foram condenados também a Rio-Urbe (Empresa Municipal de Urbanização) e seu ex-presidente Jorge Roberto Fortes, além de Gerônimo de Oliveira Lopes e Lourenço Cunha Lana, respectivamente diretor de administração financeira e assessor jurídico da Rio-Urbe e também a empresa Studio G Construtora Ltda e a Mitra Arquiepiscopal do Rio.
Em 2004, o então prefeito César Maia autorizou a liberação da verba para a Rio-Urbe contratar a construção da Igreja de São Jorge, em Santa Cruz. Segundo o juiz Ricardo Starling, da 13ª Vara de Fazenda Pública da Capital, ao utilizar dinheiro público para a construção de um templo de uma única religião, Cesar Maia e os outros réus violaram a Constituição Federal, que proíbe o Estado de subvencionar qualquer culto religioso, ficando, assim, configurado o ato de improbidade administrativa.