Pelo menos dez partidos já ensaiaram, e alguns ainda continuam insistindo, o lançamento de candidaturas próprias para a disputa da Prefeitura de Dourados nas eleições municipais deste ano. O prazo para que as legendas realizem convenções visando a escolha de candidatos a prefeito e vereadores começa hoje (10) e vai até o dia 30.
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Os primeiros a anunciar que teriam candidaturas de prefeito foram o PSDB e o PSDC. Pelo primeiro, três nomes se apresentaram [Mauro César, Fábio Aguiar e Elizio Brites], porém, várias idas e vindas, dois desistiram e apenas Brites continua no páreo. Uma fonte tucana disse que “o prazo dele” vence dia 15, para viabilizar ou não o projeto eleitoral. No PSDC, as alternativas são o ex-candidato do ano passado, Geraldo Sales, muito mais disposto a concorrer para vereador e o ex-candidato a vice, Marcos Troquez, além do promotor de Justiça aposentado Upiran Jorge Gonçalves.

Marçal, com nanicos e dirigentes partidários após confirmado em pesquisa
A exceção do PSOL, que já decidiu que não pretende buscar aliança com ninguém e deve confirmar em convenção nesse período o nome do radialista José Roberto da Costa, o PSL também ameaçou apresentar o nome do médico e atual deputado estadual George Takimoto. O histórico dele, e o desempenho na Assembleia, devem fazê-lo recuar dentro do prazo.
Encrencado até o pescoço, e inelegível até 2016, o ex-prefeito Ari Artuzi encontra guarida em alguns desinformados que tentam forçar a re-candidatura dele pelo PMN, o minúsculo partido por onde iniciou a desastrosa trajetória até ser preso em setembro de 2010 acusado de chefiar quadrilha de corrupção na cidade.
O PSC, legenda que fez nascer para a política nacional o ex-presidente Fernando Collor que depois acabou protagonizando o primeiro impeachment brasileiro já pelo PRN, ensaia um projeto de candidatura a prefeito com a radialista Kelyana Fernandes, embora ela esteja mesmo em campanha para o marido Marçal Filho, deputado federal do PMDB.
A disputa de vice
De todos, o que mais gostaria de ser prefeito, mas encontra fortes resistências dentro do próprio do partido, é o deputado Marçal. Apontado como vencedor de uma suposta pesquisa realizada por instituto nacional, ele precisa agregar as partes representadas pelo também deputado Geraldo Resende e a vereadora Délia Razuk. Ambos queriam o mesmo cargo, mas, preteridos na pesquisa, não demonstram o mesmo entusiasmo pelo novo projeto. Marçal ainda tem a “saída honrosa” de poder sugerir o candidato a vice de alguma futura composição majoritária, caso permaneçam as distensões internas.

Nicácio, do PDT e Nogueira, do PMDB: articulações paralelas
Por fim, o DEM, o PDT e o PSB detém maior poder de mobilização, com ênfase para os dois primeiros nesse período de pré-convenções. Democratas anunciam nomes “de peso” como o do deputado Zé Teixeira e do presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, mas ficaria “muito contente” se tivesse um vice em alguma chapa majoritária. A mesma coisa pensa o PDT, que até já colocou na vitrine o nome do empresário Nicácio Canteiro.
Xadrez
O PSB, do atual prefeito Murilo Zauith, é o que menos tem se manifestado até aqui. O prefeito diz que o momento é de trabalho e que a política fica para o tempo certo. Mas, inevitavelmente, nesses próximos vinte dias, terá que se apresentar com mais força e assumir tratativas até então delegadas aos secretários Zito (Governo) e Walter Carneiro Júnior (Finanças).
Murilo sabe, também, que a cada peça que move no tabuleiro, provoca reações imediatas de eventuais opositores e até aliados à distância e, por isso mesmo, prefere gastar todo o tempo permitido pelas regras do xadrez. Já há algum tempo, em entrevista na rádio 92FM, disse que “não nasci prefeito” e que estava a serviço de um projeto de modernização da cidade após a sequencia de operações conduzidas pela Polícia Federal nos poderes locais.
Para não dizer que o atual prefeito esteja em campanha para a reeleição, o único sinal dado por ele até agora é que os demais prefeitos do País, “alguns estão concluindo quatro e outros oito anos de mandato”. Ou seja, esse mandato quase tampão de Murilo Zauith vai chegar, no máximo, a 22 meses, equivalente a um ano e dez meses.