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Ex-deputado quer voltar a ser vereador em Dourados

14 de junho 2012 - 22h14 Por Redação Douranews
Ex-deputado quer voltar a ser vereador em Dourados

Ex-vereador por seis anos em Dourados e deputado estadual na segunda legislatura (1983/87), logo após a primeira eleição direta para o Governo de Mato Grosso do Sul, Roberto Djalma Barros está de volta. Pai do vereador cassado Marcelo Lima Barros, o ex-marido da também ex-vereadora e ex-deputada Bela Barros promete fazer muito barulho.

Ao Douranews, Djalma Barros revelou nesta quinta-feira (14) que um dos primeiros objetivos, nessa tentativa de retornar para a militância política ativa, como pré-candidato a vereador, tem sido das melhores. “Tenho visitado os meus amigos e os eleitores do Marcelo e todos querem que alguém assuma o perfil combativo que ele teve como vereador”.

Transformado em uma espécie de ‘justiceiro’ do que classifica como “uma grande injustiça” o que fizeram com o filho [“chegaram a montar dois relatórios na Câmara para conseguir tirar o mandato do Marcelo”, relembra], Djalma Barros se apresenta como pré-candidato a vereador pelo PRB (Partido Republicano Brasileiro), comandado na cidade pelo ex-prefeito Braz Melo. O PRB tem um vereador na Câmara de Dourados: Juarez do Esporte.

“Quero ser vereador para acabar com a farra que existe lá [na Câmara]”, disse o ex-deputado. Depois de iniciar na política pela Arena, passar pelo PDS e chegar ao PMDB, Roberto Djalma considera “um absurdo” a verba de representação criada na Câmara de Dourados, onde cada vereador tem R$ 4 mil a disposição para pequenas despesas.

Ele se define como um dos últimos "dinos" [referindo-se aos pré-históricos dinossauros da política douradense] e diz que alimenta ainda o desejo de ser pré-candidato a vereador para atender a um dos últimos desejos do amigo João Totó Câmara, que morreu no dia 20 de março. "O Totó me chamou na casa dele e disse que alguém precisava assumir esse negócio, resgatar a honrosa missão de ser político; topei o desafio", afirmou Djalma Barros.

O primeiro ato, se conseguir ser candidato e se eleger, segundo Djalma, será pegar essa verba, no primeiro mês, “e convocar o povo pela rádio para distribuir o dinheiro todo a quem precisa. E mais: vou avisar que cada um dos outros vereadores também tem R$ 4 mil pra gastar. Quero ver se não acaba essa farra”. O pré-candidato entende que o subsídio aprovado para a próxima legislatura, de R$ 10 mil, é “mais do que suficiente”, porque, “vereador não é profissão”.