Inimigos vorazes em Mato Grosso do Sul, PMDB e PT decidiram se atrelar em cidades consideradas estratégicas e até nos grotões como meio de sobrevivência política nas eleições municipais deste ano.
Apesar de aliados no plano nacional, os dois partidos são adversários políticos no Estado, sobretudo em Campo Grande, onde o PMDB mantém uma hegemonia de mais de duas décadas e trabalha com a força de duas máquinas administrativas – prefeitura e governo – para continuar no poder. No entanto, não é isso que se vê no interior.
Na Capital, o PMDB vai para o duelo com o deputado federal Edson Giroto, que terá seu nome oficializado em convenção no próximo sábado (30), último dia do prazo para realização das convenções partidárias. Seus principais adversários são o petista Vander Loubet e o tucano Reinaldo Azambuja, seus colegas de Câmara.
Esse encaminhamento de petistas e peemedebistas , porém, não deve se concretizar em 2014, quando os dois partidos deverão estar em palanques diferentes.
Em Dourados, o segundo maior colégio eleitoral do Estado, o PT é parceiro do prefeito Murilo Zauith (PSB) e deve caminhar junto como o PMDB, cuja tendência é apoiar em convenção o projeto de reeleição do socialista. Pré-candidato peemedebista, o deputado federal Marçal Filho assegura passar pela convenção do partido com aval da maioria dos convencionais.
Com apoio do governador André Puccinelli e do prefeito Nelsinho Trad, principais líderes do PMDB no Estado, a prefeita de Três Lagoas, Márcia Moura (PMDB), construiu uma ampla aliança na tentativa de voltar ao comando do município em janeiro de 2013, e dentro desse projeto está o PT.
O atrelamento entre os inimigos pode ser visto também nos menores redutos eleitorais do Estado, como Amambai, Jatei, Paranhos, Taquarussu, etc.
O presidente do diretório regional do PT, Marcus Garcia, não pôde atender a reportagem na tarde desta quinta-feira, alegando estar participando de uma reunião com os membros da executiva, mas interlocutores da legenda garantiram que a aliança se estenderá em outras regiões onde o PT não terá candidato próprio.
Em Corumbá, do prefeito Ruiter Cunha (PT), esse entendimento não será possível, porque o PMDB, do vice-prefeito Ricardo Éboli, resolveu romper, devendo lançar como cabeça de chapa a ex-vereadora Solange Ohara para enfrentar o deputado estadual Paulo Duarte (PT).
Confrontos
Na maioria das cidades do interior petistas e peemedebistas já declararam guerra com a participação do governador, do senador Delcídio do Amaral (PT) e do ex-governador Zeca do PT, todos de olho nas eleições de 2014.
Em Tacuru, por exemplo, a professora Márcia da Fecularia (PT) fechou nesta quinta-feira a sua chapa majoritária, tendo como vice o atual vice-prefeito da cidade, Pedro Paulo Rodrigues (DEM).
Ela irá para a convenção neste sábado, na Câmara de Vereadores, respaldada por PT, DEM, PSC, PP, PSB, PRB, PV, PTB e PDT. O confronto será contra o ex-prefeito Abel Rodrigues (PMDB), que tem o apoio do governador. (Conteúdo do site conjuntura online)