Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
15°C
Política

Ex-diretor do Dnit fala hoje na CPI do caso Cachoeira

28 de agosto 2012 - 12h36 Por Redação Douranews
Ex-diretor do Dnit fala hoje na CPI do caso Cachoeira

O ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) Luiz Antônio Pagot tem depoimento marcado para a manhã desta terça-feira (28) na CPI que investiga as relações entre o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários.

O requerimento para convocar Pagot foi aprovado pelos parlamentares depois que ele declarou, em entrevistas, que teria deixado o Dnit por pressão do grupo de Cachoeira.

Segundo Pagot, Cachoeira defendia interesses da empresa Delta no órgão. As investigações da Polícia Federal apontam que a Delta repassou dinheiro para empresas de fachada ligadas a Cachoeira, supostamente usado para pagamento de propina e caixa dois em campanhas.

O ex-diretor do Dnit afirmou também, em declarações à imprensa, que era procurado por diversos partidos para captar, junto a empreiteiras, doações ilegais para campanhas políticas.

O depoimento de Pagot é um dos mais esperados pelos parlamentares. A expectativa, entre os integrantes da CPI, é que ele, ao contrário de outros depoentes na CPI, responda às perguntas dos parlamentares.

O presidente da CPI, senador Viatl do Rêgo (PMDB-PB), afirmou ontem (27) que espera a colaboração de Pagot para esclarecer o papel da Delta no esquema.  Para amanhã (29), está agendado o depoimento do ex-presidente da construtora Delta, Fernando Cavendish.

"Minha expectativa é que ele [Pagot] possa colaborar com o fato gerador desta CPI [...] Esperamos que ele entre nas relações da Delta. Ele era gestor de um departamento de obras e uma das empresas que investia era a Delta. Se ele quiser, ele pode colaborar muito com esta CPI”, disse Vital.

Empresário

O outro depoimento marcado para hoje é o do empresário paulista  Adir Assad. Segundo o presidente da CPI, o empresário paulista é suspeito de estar ligado ao esquema de Cachoeira. Ontem à noite, Assad conseguiu um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) para garantir o direito de ficar em silêncio na CPI. As informações são do G1.