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Geraldo Resende assume o controle do PMDB em Dourados

25 de novembro 2012 - 10h13 Por Redação Douranews
Geraldo Resende assume o controle do PMDB em Dourados

O deputado federal Geraldo Resende começa a preparar, a partir de hoje (25), o projeto que vem sendo adiado há pelo menos oito anos, de comandar o Município. Para isso, precisava ter o controle de um partido e, mesmo filiado ao PMDB, nunca conseguiu o feito que deverá consumar a partir deste domingo.

Responsável pela indicação do maior número de membros à composição do Diretório Municipal, Geraldo Resende pode até encerrar a manhã como presidente municipal, ou indicar um nome que seja capaz de conduzir o projeto pessoal dele nessa caminhada.

Há quatro anos, quando o partido decidiu apoiar a candidatura derrotada de Murilo Zauith para o prefeito eleito Ari Artuzi, que acabou afastado do cargo e depois renunciou ao mandato por conta de denúncias de comandar quadrilha de desvio de recursos públicos, Geraldo já queria ser candidato a prefeito.

Convencido pelo governador André Puccinelli a ‘esperar mais um pouco’, o deputado voltou à carga dois anos depois, quando as lideranças políticas se mobilizaram para tentar recuperar a cidade, após o ‘efeito Artuzi’. Na disputa interna com a então prefeita interina Délia Razuk, a decisão acabou contemplando Murilo, que acabou eleito e o PMDB voltou para a fila de espera.

Agora, depois de ameaçar inclusive romper com o Governo se não fosse o candidato, nas eleições de outubro passado, o deputado federal acabou se aliando  à vereadora Délia e ambos [embora isso nunca vá ser confirmado publicamente] derrubaram o projeto do deputado Marçal Filho de ser o candidato do partido. Derrotado na convenção, Marçal viu o PMDB ganhar a eleição com Murilo, de quem a legenda conseguiu emplacar o vice, Odilon Azambuja, com o aval do governador.

Reeleição e 2016

Agora, também de olho na própria reeleição para a Câmara Federal em 2014, o deputado Geraldo prepara-se para ter o controle da legenda, e já sinaliza que deseja ser o próximo prefeito, se possível com o apoio da maioria interna e do próprio prefeito reeleito, e das legendas aliadas, em 2016.

Um indicador que favorece esse projeto pode ser visto na baixa representatividade dos ‘seguidores’ de Marçal na composição do novo Diretório. O deputado, ainda se queixando de ter sido traído na convenção, espera só a oportunidade para trocar de sigla, o que deve acontecer até setembro do ano que vem. Aí sim as condições estarão todas favoráveis ao controle absoluto de Geraldo Resende.

Cerca de 5.000 filiados estão aptos a votar na convenção que acontecerá das 8 horas ao meio-dia na Câmara de Vereadores. O quorum mínimo exigido de convencionais é de 91 pessoas. A chapa única, apresentada como de consenso, leva o nome do ex-prefeito João Totó Câmara.