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Delcídio toma café com ministro e discute FPE e dívidas dos Estados

27 de novembro 2012 - 16h56 Por Redação Douranews
Delcídio toma café com ministro e discute FPE e dívidas dos Estados

O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Delcídio do Amaral (PT/MS) se reuniu na manhã desta terça-feira (27) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega,  para discutir três temas: o fim dos incentivos fiscais oferecidos pelos governos estaduais, novos critérios de partilha do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e o pagamento das dívidas com a União.

Participaram também do encontro, realizado no Ministério da Fazenda, em Brasília, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti e os líderes da base governista no Senado.

“O Supremo Tribunal Federal  já deliberou que precisa ser apresentada uma nova proposta tanto para a questão dos incentivos fiscais quanto para a partilha do FPE. Nosso esforço é no sentido de evitar que essa nova proposta não prejudique, em hipótese alguma, o caixa dos estados. Em relação à divida queremos mudar o indexador e alongar o prazo de pagamento. As negociações com o governo continuam. O ministro Mantega vai à Comissão de Assuntos Econômicos na próxima terça-feira (4) para fazermos  um debate aprofundado sobre esses temas e eu não tenho dúvida de que encontraremos soluções que não trarão prejuízo aos estados”, disse o presidente da CAE.

Delcídio aproveitou o encontro para cobrar a aprovação do projeto, de sua autoria, que fixa normas para a cobrança de impostos nas operações do comércio eletrônico, já aprovado pelo Senado e que ainda tramita na Câmara dos Deputados.

“Quando aprovamos a chamada Lei dos Portos tínhamos dois compromissos: a renegociação das dívidas dos estados e uma nova regulamentação para a cobrança de impostos sobre o e-commerce, para que a arrecadação de impostos do setor não fique mais concentrada em São Paulo e no Rio de Janeiro, sede da maioria das empresas que vendem pela Internet, mas que seja dividida com os estados onde efetivamente acontecem as compras e são o destino final dos produtos”, explicou.

Segundo o senador, o ministro ficou de ajudar nisso, “fazendo gestões junto aos deputados para acelerar a tramitação do projeto”.