O governador André Puccinelli recebeu em audiência nesta quarta-feira (16) o deputado federal Henrique Eduardo Alves, do PMDB de Rondônia, candidato à presidência da Câmara dos Deputados. No encontro, o parlamentar destacou as 14 propostas que defende na disputa pelo comando da Casa e abordou temas que são do interesse de Mato Grosso do Sul.
Conforme Alves, dois pontos principais são a reforma política e a revisão do Pacto Federativo. No caso do primeiro tema, ele admitiu que o próprio parlamento é responsável pela demora na votação e precisa corrigir esse erro. Sobre o Pacto, defende mudanças no modelo atual em favor dos Estados e Municípios.
“Essas são duas pautas prioritárias. No caso do Pacto Federativo, essa relação entre União, Estados e Municípios está esgotada. Nós precisamos buscar uma nova relação, que estabeleça mais igualdade de pleitos, igualdade de direitos de cada um”, afirmou, em entrevista após a reunião com Puccinelli e integrantes da bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional.
O deputado, que desde 2007 exerce a função de líder de seu partido na Câmara, disse aos jornalistas que espera ser intensamente cobrado pelo governador André Puccinelli para atuar em benefício de Mato Grosso do Sul, caso assuma o comando da Câmara. “Puccinelli já era um ‘cobrador’ sendo eu líder, imagina se eu chegar a presidente. Se eu chegar lá, ele sabe que nosso foco é um poder independente, altivo”, disse, reafirmando que quer fortalecer o papel da Casa.
Um dos principais temas de interesse de Mato Grosso do Sul em discussão na Câmara atualmente, a lei da redistribuição dos royalties do petróleo, também está na agenda do parlamentar. A matéria aprovada pelos deputados foi vetada pela presidente Dilma, e, para vigorar, depende agora da derrubada do veto. “Na prática, é uma questão que precisa ser votada rapidamente. Tem o impasse da cronologia dos vetos, que foi levantada pelo Supremo Tribunal Federal, e isso nos cria uma situação de impasse com três mil vetos [na frente]. Foi uma omissão nossa deixar acumular 12 anos sem votar os vetos, mas agora queremos corrigir. É preciso encontrar uma saída política para que alguns vetos fundamentais nós possamos priorizar e votar e a questão dos royalties. Isso é muito importante, porque é a distribuição de uma riqueza nacional”, analisou.