O quadro político nacional, que começa a ser construído entre um ‘descanso’ e outro da presidente Dilma Rousseff na base naval de Aratu, na Bahia [desde o revéillon, é a segunda vez que Dilma se refugia nesse local], pode provocar implicações regionais como a renúncia ao cargo do prefeito de Dourados, Murilo Zauith, até o meio do ano que vem.
Isso porque, se não evoluírem as conversações do apoio pretendido pela presidente das bases do PSB nacional, o governador de Pernambuco e dirigente do partido, Eduardo Campos, deverá ser candidato a presidente do Brasil em 20l4 e, consequentemente, vai convocar os principais nomes regionais para disputar eleições nos Estados.
Murilo, além de comandar a segunda maior cidade, é o presidente do PSB em Mato Grosso do Sul e pode vir a ser ‘forçado’ a abreviar o mandato, deixando na Prefeitura o contador Odilon Azambuja, do PMDB, articulação que também pode servir como ‘gesto’ para minimizar os contragolpes do partido do governador André Puccinelli nessa disputa.
Reinaldo
O tucano Reinaldo Azambuja, que atualmente preside a legenda no Estado, também pode ser levado a essa condição, caso o senador Aécio Neves tenha que disputar a presidência do Brasil pelo PSDB. Hoje, o mineiro tenta sensibilizar o governador de Pernambuco para construírem juntos o palanque de oposição à presidente Dilma.
Reinaldo, que também é ‘cortejado’ como provável candidato ao Senado em uma dobradinha com o PT que lançaria o atual senador Delcídio do Amaral para disputar o Governo do Estado, prefere mais essa hipótese, mas sabe que a estratégia nacional pode rumar os rumos dessa articulação.
Vice
Enquanto isso, o presidente do DEM em Mato Grosso do Sul, e deputado estadual pelo quinto mandato consecutivo, Zé Teixeira, observa os entendimentos e sonha com a possibilidade de aposentar-se politicamente na Vice-governadoria. Com boas ligações tanto com Murilo como com Reinaldo, Teixeira vai conduzindo o Democratas no sentido de buscar ampliar as bases no Estado, e pode ser chamado para a mesa de negociações, inclusive, na formação das chapas majoritárias a serem discutidas, ainda este ano, pelos petistas e peemedebistas.