Há dois anos, no dia 23 de fevereiro de 2011, o prefeito Murilo Zauith era empossado no cargo de prefeito, após ter sido eleito, no dia 6 do mesmo mês, para um mandato extemporâneo de 18 meses depois de a cidade ter enfrentado um ciclo de instabilidade em que quatro prefeitos se revezaram no curto espaço de dois anos.
“Hoje, isso tudo é passado. A cidade respira tranquilamente, as pessoas vão e voltam para o trabalho, cumprem as suas atividades sem sobressaltos, a administração conduz o Município com naturalidade, a harmonia entre os poderes predomina. É assim que pensamos Dourados”, disse o prefeito. Entre 2009 e 2011 a cidade foi administrada por Ari Artuzi, o juiz de Direito Eduardo Machado Rocha, a vereadora Délia Razuk e o próprio Murilo.
Murilo foi eleito em um amplo arco de alianças políticas, que inclusive teve no PT o principal braço de apoio, com a indicação da administradora hospitalar Dinaci Ranzi para vice-prefeita [hoje ela é secretária de Saúde de Corumbá], vaga que foi dada ao PMDB nas eleições passadas, com a escolha do contabilista Odilon Azambuja para compartilhar o comando da cidade.
Independente de partidos, para o prefeito o que importa é a estabilidade política e a normalidade administrativa. “Dourados precisava recuperar a auto-estima, as famílias estavam sem motivação e o que nós fizemos, a partir de fevereiro de 2011, foi reanimar a cidade, estabelecer parcerias de trabalho e definir rumos, com planejamento e metas, para devolver a Dourados o lugar de destaque no contexto do Estado”, afirma.
Sem sobressaltos
O prefeito disse ao Douranews que já delimitou todas as ações que precisam se executadas na cidade. Em contato com lideranças de bairros, rotina que estabeleceu a partir de encontros periódicos no Gabinete, e nas articulações com lideranças políticas, Murilo diz que “não há riscos de sobressaltos, está tudo definido, e as coisas vão acontecendo naturalmente”.
Quando perguntado sobre o ano eleitoral de 2014, o prefeito diz apenas que “quem quiser ser governador vai ter que mostrar serviço pra Dourados”. Na opinião dele, a relação estabelecida com os vereadores, deputados estaduais e federais e com os senadores da bancada de Mato Grosso do Sul se dá em caráter suprapartidário. “Temos uma convicção: construir aqui a cidade das oportunidades, e para isso estamos buscando ligação com todos os poderes e instituições”, confirma.