O senador Delcídio do Amaral (PT/MS), acompanhado de dirigentes dos movimentos sociais do Estado, foi recebido em audiência, em Brasília, pelo presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Carlos Guedes, com quem discutiu assuntos de interesse de Mato Grosso do Sul.
“A questão agrária e as questões indígenas são temas fundamentais para garantir o desenvolvimento econômico e social de nosso estado, respeitando os direitos de todos. Mato Grosso do Sul passou por muitas dificuldades em função do processo de intervenção no Incra, que impactou diretamente na implantação de novos assentamentos. Mas desde a nomeação do Superintende Celso Cestari, profissional com credibilidade, competente e experiente, as coisas voltaram ao eixo”, comentou o senador.
Segundo Delcídio, durante o encontro em Brasília foi discutida a desapropriação da fazenda Nazareth, um projeto considerando muito importante nesse processo. “O presidente do Incra nos informou que, para o pagamento e liberação da Fazenda Nazareth estão sendo emitidos os TDA’s (títulos da dívida agrária) equivalentes, o que é uma grande notícia para as famílias, porque significa, na prática, a retomada da reforma agrária em nosso estado”, revelou o senador.
A fazenda Nazareth fica no município de Sidrolândia e tem uma área de 2.500 hectares, o que vai possibilitar assentar 177 famílias no local. Até o final do ano, o Incra espera ter concluído a demarcação dos lotes e das áreas de preservação.
Na reunião em Brasília, o senador também tratou de outros assuntos com Carlos Guedes, como as liberações dos contratos de concessão de uso e as DAP’s para as famílias, pedindo agilidade. “O presidente do Incra nos informou que isso será feito rapidamente. Com relação aos programas habitacionais, que estão paralisados, nós ficamos de fazer uma ação muito forte junto à diretoria da Caixa Econômica Federal para que tenhamos a tramitação rápida da liberação dos recursos, de tal maneira a que a gente atenda essa demanda fundamental para as famílias que querem ser assentadas, porque a agricultura familiar tem um papel preponderante no nosso estado. A reforma agrária, tratada com competência, dinamicidade e espírito público, reúne todas as condições de justificar o esforço do governo federal e a luta dos movimentos sociais no sentido de consolidar os assentamentos como fonte de renda, de riqueza, de trabalho e de futuro”, acredita Delcídio.