Os partidos com representação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul indicaram na sessão desta terça-feira (21) os cinco membros titulares da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada para investigar as irregularidades na aplicação dos recursos públicos por parte das instituições de saúde no Estado.
O PSDB indicou os deputados estaduais Onevan de Matos e Dione Hashioka, respectivamente, para titular e suplente. Junior Mochi e Maurício Picarelli são os dois titulares do PMDB. Pelo PT, o representante é Amarildo Cruz. Já Lauro Davi (PSB) foi escolhido pelos partidos de menor representação na Assembleia Legislativa.
Por ser o mais idoso, Onevan de Matos irá convocar uma reunião da comissão em que serão definidos presidente, vice e relator.
Com o apoio de todos os deputados estaduais, a instalação da CPI havia sido aprovada na terça-feira passada (14). A CPI terá 120 dias para a conclusão dos trabalhos e também irá apurar a legalidade, oportunidade e conveniência das terceirizações de serviços realizados com as verbas repassadas.
O requerimento com as assinaturas foi apresentado pelos deputados Lauro Davi (PSB) e Amarildo Cruz (PT), propositores da audiência pública do último dia 9, que discutiu, no plenário Júlio Maia, a “Terceirização dos Serviços de Saúde no Estado do Mato Grosso do Sul”.
A necessidade de uma investigação foi verificada após ser deflagrada a operação Sangue Frio, pela PF (Policia Federal), em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União) e o MPE (Ministério Público Estadual), que desvendou uma série de irregularidades e fraudes na gestão do Hospital do Câncer e do Hospital Universitário. Segundo as investigações, o esquema criminoso visava beneficiar clínicas particulares.