O governador André Puccinelli disse hoje (6) pela manhã em entrevista ao Bom Dia MS que Mato Grosso do Sul quer paz e pediu bom senso para solucionar o conflito agrário entre indígenas e fazendeiros no município de Sidrolândia. O conflito vem acontecendo desde que a justiça decretou reintegração de posse da fazenda Buriti.
“Há que se ter bom senso na tomada de decisão e esta deverá ser cumprida. Chegamos a uma situação natural em que a União tem que adquirir terras, mas não precisamos de novas demarcações, e sim da ampliação das terras já demarcadas”, ressaltou o governador ao enfatizar que o governo federal deve indenizar os fazendeiros. “A União tem que pagar os fazendeiros em dinheiro”.
Com relação ao pedido de apoio da Força Nacional para o reforço policial na região, André resumiu em preocupação e deveres. “Estamos preocupados com mortes, com conflitos e nós solicitamos a quem é de direito e obrigação resolver esses problemas, a União. A Força Nacional é preparada para resolver essas crises, e veio para nos dar apoio, mas na verdade somos nós que estamos auxiliando, para que o governo federal resolva o mais rápido possível a situação”.
André ainda traçou um panorama da situação indígena. “Não é só terra que os índios precisam, eles necessitam de programas e ações do governo federal e este tem que parar de deixar os índios sem condições nenhumas. Para alguns o problema é terra, por exemplo, na aldeia Jaguapiru e Bororó [em Dourados], são 11 mil índios vivendo numa mesma região. Em outras aldeias temos índios que ficam no vazio. Então as soluções são diferentes para as nove etnias que temos em MS”, ponderou o governador.
Questionado quanto à demora no pedido ao governo federal sobre o apoio e a vinda da Força Nacional, o governador foi incisivo. “Estamos todos demorando. O proprietário tem direito, é o dono da terra, não foi grilo. Ele tem direito de ter sua propriedade privada e a União deve indenizá-lo, mas a lei não permite, modifique-se a lei. Quando há vontade política de se fazer as coisas, elas são feitas. A definição é que os proprietários rurais de MS têm direito e não queremos que morram patrícios índios, não queremos que morra ninguém, nem conflito”, comentou André.