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Vereadora pede intervenção na UFMS após oitiva de reitora

18 de junho 2013 - 19h11 Por Redação Douranews
Vereadora pede intervenção na UFMS após oitiva de reitora

Após oitivas realizadas ontem na CPI da Saúde da Câmara de Campo Grande, “ficou evidenciado que todo esquema para desarticular o serviço de radioterapia do Hospital Universitário (HU) e transferir os atendimentos para o Hospital do Câncer foi feito pelo ex-diretor José Carlos Dorsa com a conivência da Reitora, Célia Maria Silva Correa Oliveira e do Vice-Reitor  João Tognini, objetivando sustentar interesses econômicos de grupos de médicos ligados a essas pessoas, especialmente o médico Adalberto Siufi, dono da clínica particular  Neorad para onde os pacientes de radioterapia eram encaminhados”.

A afirmação é da vereadora Luiza Ribeiro (PPS), para quem também ficou evidente que a Reitoria “usa de pressões e até ameaças aos funcionários públicos lotados no HU, sendo certo que, inclusive, a médica física Regina Prestes sofreu ameaças graves (de morte) tendo solicitado da CPI que viabilizasse junto à Polícia Federal proteção especial”, enfatizou.

Pelos depoimentos prestados perante a CPI, conclui-se que a Reitora nada fez, embora tenha sempre recebido denúncias, sobre os descasos e desmandos perpetrados pelo ex-diretor Dorsa à frente do HU. “Para se ter ideia, apenas no final de mês de maio deste ano, foi publicada uma portaria que deu abertura ao processo administrativo para apurar as condutas do Dr. Dorsa, muito depois que as noticias sobre os desvios de recursos e outros abusos de poder vieram à tona pela imprensa e depois da presença do ministro da Saúde em Campo Grande”, comenta a vereadora.

Segundo a física Regina Prestes, o setor de radioterapia da UFMS ficou sem funcionar durante cinco anos porque José Carlos Dorsa, com o aval da Reitora e do Vice-Reitor, “tudo fizeram para impedir o seu funcionamento”, conforme a vereadora.

“Houve contradições nos depoimentos da Reitora e dos demais técnicos ouvidos pela CPI. Sabemos que a eleição da reitora foi marcada por protestos dos acadêmicos e técnicos e que há ilegitimidade na gestão, por isso, entendemos que a comunidade acadêmica e que o Governo Federal através do Ministério da Educação devem ser manifestar no sentido de intervir na Reitoria da UFMS até que essas questões sejam definitivamente analisadas e sanadas”, afirmou Luiza Ribeiro.

A vereadora do PPS entende ainda que “a Reitora Célia não reúne confiabilidade para manter-se no cargo”.