Sentença da juíza da 35ª Zona Eleitoral, Elisabeth Rosa Baisch, cassou o mandato de vereador do presidente da Câmara de Campo Grande, Mário César Oliveira da Fonseca (PMDB). Ele foi condenado a perda imediata do mandato, ficar inelegível por oito anos e pagar multa de 50 mil UFIR (R$ 53 mil de multa). A acusação é de que Mário César teria comprado votos por meio de distribuição de combustível nas eleições de 2012.
Conforme a sentença, ficou comprovado por meio de investigação da Polícia Federal, que Mário César pagou R$ 55, o equivalente a 20 litros de gasolina na época, para o auxiliar de departamento pessoal, André Cabanha Paniago Almada, colocar um adesivo grande do candidato no veículo Fiat Palio.
A investigação começou a partir de uma denúncia anônima ao Disque Denúncia da Justiça Eleitoral sobre a distribuição de gasolina pelo candidato a vereador Alceu Bueno (PSL). No entanto, ao chegar ao posto Trokar, na rua José Antônio, os policiais federais constataram que Almada entregou um ticket do candidato do PMDB para colocar 20 litros de gasolina. Ele foi detido em flagrante e encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal.
Em depoimento ao delegado, o rapaz contou que foi indicado por um amigo para ir até o comitê do candidato, na rua 14 de Julho, 363, para pegar o ticket no valor de R$ 55, e abastecer 20 litros de gasolina no posto Trokar. Em troca do combustível, ele deveria colocar o adesivo de Mário César no seu carro e distribuir panfletos para os amigos. Com informações do Midiamax