O PT (Partido dos Trabalhadores) vai gastar R$ 2 milhões nas eleições internas da legenda, marcadas para 10 de novembro, quando serão renovados os comandos nacionais, estaduais e municipais. A cifra foi divulgada pelo presidente nacional do partido, Rui Falcão, depois de encontro do diretório nacional nesta segunda-feira (29), em São Paulo.
O diretório foi convocado extraordinariamente para redefinir as regras da eleição. Os dirigentes ficaram preocupados com o endurecimento de algumas normas decidido pelo último congresso da legenda, como a necessidade de comprovar uma atividade política para o filiado estar apto a votar. Por outro lado, as alas mais à esquerda do partido temem votação em massa favorecendo as principais correntes petistas.
O PT tem mais de 1,6 milhão de filiados. Na última eleição, em 2009, votaram 530 mil pessoas. O presidente eleito, José Eduardo Dutra, do grupo CNB (Construindo um Novo Brasil), pediu afastamento e foi substituído por Rui Falcão, do grupo Novo Rumo.
No congresso do partido, no ano passado, ficou definido que os filiados teriam de comprovar, com registros, que praticaram ao menos uma atividade partidária. Também teriam de comprovar estar em dia com o pagamento de anuidades. No dia 20 passado, os grupos majoritários do PT defenderam, no diretório nacional, que essas regras fossem flexibilizadas e que não fosse exigido nenhum registro de atividade partidária. Nesta segunda-feira, os petistas buscaram um acordo e definiram que o próprio pagamento de anuidade, por exemplo, significa uma atividade partidária, assim como a inscrição para integrar as chapas nas eleições.
Outra mudança acordada no diretório foi quanto à distribuição dos R$ 2 milhões do fundo eleitoral do partido. Antes, 20% desse montante seria distribuído igualmente entre as chapas e 80% seria repassado de acordo com a presença de cada tendência no diretório nacional. Agora, a proporção será 35% e 65%, respectivamente.
Segundo Falcão, ficam fora dos R$ 2 milhões o custeio de passagens e hospedagem para os candidatos que participarem de debates oficiais e a produção e impressão dos documentos de teses das tendências. Com informações do jornal O Globo.