O deputado federal Geraldo Resende, presidente municipal do PMDB, reagiu com veemência às declarações do empresário Antônio Nogueira, vice-presidente do partido, atualmente licenciado para o exercício do mandato como presidente da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), publicadas na coluna “Atenta” de quarta-feira no jornal “O Progresso”.
“O [Antonio] Nogueira presta um desserviço à agremiação, ao fazer declarações que desprestigiam militantes e pré-candidatos preemedebistas às eleições de 2014”, disse o deputado federal. Ao tomar conhecimento da publicação das declarações do empresário na coluna, a vereadora Délia Razuk classificou as afirmações do dirigente como “manobra do Diretório Municipal do PMDB para barrar candidaturas de nomes de Dourados à Assembleia Legislativa em 2014”.
Geraldo Resende disse, nesta sexta-feira (20), que é solidário à vereadora Délia Razuk, porém, considera que a reação dela “deve ser endereçada unicamente ao vice-presidente licenciado, que fez declarações pessoais e não expressa o sentimento do partido como um todo”.
Para o parlamentar, ao lançar ou fazer restrições a nomes inclusive para uma eleição que vai acontecer daqui a mais de três anos, como é o caso da futura disputa pela Prefeitura de Dourados, Nogueira demonstra visão estreita ou, no mínimo, falta de traquejo político.
O deputado disse ainda que com suas declarações, Antônio Nogueira aponta para a possibilidade de, mais uma vez, trabalhar contra nomes do PMDB para as próximas disputas eleitorais, como aconteceu na eleição passada, “quando o atual vice-presidente licenciado trabalhou fortemente contra a candidatura própria do PMDB para a Prefeitura”.
O presidente do Diretório Municipal afirma que ao invés de falar no nome do atual vice-prefeito Odilon Azambuja para as eleições de 2016, Antônio Nogueira poderia, ao contrário, usar a proximidade que mantém com a administração municipal para fortalecer a participação de Odilon nas decisões da atual gestão.
“O Odilon é um homem sério, honrado e o Nogueira poderia ajudar a fortalecer a presença dele para que o PMDB possa implantar, com mais ênfase, a sua forma de atuação política, já que o Nogueira foi o grande avalista da coligação que elegeu o prefeito Murilo Zauith”, afirma Geraldo Resende.
O presidente do PMDB concluiu, ainda, que se a intenção de Nogueira, com tais declarações, não foi a de enfraquecer o partido, praticando o chamado “fogo amigo”, mas sim o de ser candidato a deputado estadual em 2014, “Nogueira tem o dever moral de colocar seu nome para a disputa no ano que vem, em cuja campanha ele terá o respeito e o apoio que hoje nega aos companheiros de partido”.