O ministro da Defesa, Celso Amorim, evitou polemizar sobre a desmilitarização da Polícia Militar. Durante palestra na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), nesta sexta-feira (18), ele disse que não é especialista no tema. “Acho que algum tipo de polícia há que existir. O fato de ser militarizada ou não, se é melhor ou pior, confesso que nunca dediquei tempo suficiente para estudar isso”, afirmou o ministro, para uma plateia lotada de estudantes.
Na sede do IFCS (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais), ele disse, no entanto, que é a favor da discussão do tema. “É normal discutir, mas eu não sei. Dar minha opinião agora seria leviano”, declarou, para insatisfação e protesto da plateia. Os estudantes questionaram a atuação truculenta da PM durante manifestações e o assassinato do ajudante de pedreiro Amarildo, na Rocinha. O crime foi cometido pelo major responsável pela UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), segundo investigações.
O prédio histórico do instituto, no centro do Rio, tem sido palco de reuniões de diversas organizações da sociedade civil que desde junho fazem protestos na cidade. Ao deixar o prédio, o carro do ministro foi cercado e ele vaiado por estudantes. Amorim chegou a sair do veículo, mas foi embora em seguida. Com informações da Agência Brasil