O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu nesta segunda-feira (2) que o STF (Supremo Tribunal Federal) determine a prisão imediata do ex-deputado Bispo Rodrigues, condenado no julgamento do mensalão. A pena de Rodrigues é de seis anos e três meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O parecer foi elaborado a pedido do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa. Ele informou que esperaria a manifestação da Procuradoria antes de decidir sobre as prisões de sete condenados que aguardam definição sobre o início do cumprimento da pena. Na sexta-feira (29), Janot já havia se manifestado a favor da prisão imediata do ex-deputado Pedro Corrêa e do ex-dirigente do Banco Rural Vinicius Samarane.
No parecer, Janot opina que o Supremo deve rejeitar os embargos infringentes impetrados pela defesa de Bispo Rodrigues. Segundo o procurador, o ex-deputado foi condenado de forma unânime pelo crime de corrupção e recebeu apenas três votos em seu favor pelo crime de lavagem. Portanto, continua Janot, Rodrigues não poderia ter apresentado o recurso. De acordo com o Regimento Interno do STF, os embargos infringentes somente podem ser interpostos por quem tenha recebido dos ministros ao menos quatro votos a favor de sua absolvição.