O presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli, está recebendo o apoio de seguranças da Força Nacional após ter sido ameaçado de morte na quarta-feira passada (4), em virtude da entidade somar com mais outras 20 instituições do Estado na defesa das questões indígenas e solicitar o cancelamento do chamado “Leilão da Resistência”, organizado por fazendeiros, com o intuito, conforme se ventilou, de contratar segurança armada para colocar nas áreas de conflito por terras.
A intimidação feita a Roberto na última quinta-feira (5) ocorreu por volta das sete horas, quando um motoqueiro que se apresentou como jornalista, mas não mostrou nenhum crachá de identificação, foi à sede da Federação procurar o dirigente. Pelas perguntas, o motoqueiro deixou claro que sabe detalhes da rotina do presidente da Fetems, segundo a assessoria da entidade. Quando a recepcionista disse que ele não estava, por exemplo, o rapaz perguntou: “Ele não está fazendo a caminhada que faz todos os dias?”.
Na quarta-feira (4), uma pessoa que se identificou como "Maurício Pistoleiro" foi mais explícita: ligou no telefone fixo da Fetems e ameaçou o dirigente de morte.
Por orientação da própria Força Nacional o presidente da Fetems deixou o Estado nesse final de semana e está sem previsão de retorno e a segurança também não divulgou o local onde ele se encontra. Para garantir proteção ao dirigente Roberto Botareli e investigação séria e detalhada sobre os fatos, o presidente nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, encaminhou na manhã de quinta, um ofício ao Ministério da Justiça e à Secretaria Geral da Presidência da República, que resultou na vinda da Força Nacional para acompanhar o caso.
O assunto foi discutido pelo professor Roberto com a capitã Renata e mais um policial da Força Nacional e os dirigentes sindicais Alexandre Costa Júnior, presidente do Sintss (Sindicato dos trabalhadores no Serviço Social)) e Genilson Duarte, presidente da CUT em Mato Grosso do Sul.