O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, determinou nesta sexta-feira (13) a prisão do deputado federal Pedro Henry (PP-MT), condenado no processo do mensalão a sete anos e dois meses de reclusão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em regime semiaberto, no qual é possível trabalhar durante o dia e voltar para a prisão à noite.
Assim que foi informado, o deputado se apresentou na Superintendência da Polícia Federal e também enviou à Câmara carta de renúncia ao mandato. “Não seria este o desfecho da vida pública que eu havia planejado, mas não vou expor a instituição mais do que já se encontra exposta por esse episódio”, diz Henry na carta.
O documento foi entregue na Secretaria-Geral da Mesa da Câmara às 12h35m. Por não haver mais sessão da Câmara hoje, só será lido em plenário na sessão de segunda-feira (16). Pedro Henry destaca que tentou argumentar sua inocência, mas “o entendimento equivocado dos ministros” extraíram trechos incompletos de depoimentos que levariam a conclusões diferentes.
O ex-parlamentar disse também que o sentimento é de “dever cumprido” para com os matogrossenses, estado pelo qual se elegeu. “A sociedade daquele estado sabe dos benefícios que consegui arrastar para alavancar o seu desenvolvimento”, afirmou . Ele também lembrou que o DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) inúmeras vezes o listou como um dos parlamentares mais influentes do Congresso. Com informações do jornal O Globo