O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) voltou a ganhar nova chance de ocupar a chefia do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) a partir da iminente renúncia de Antônio Andrade (PMDB-MG), que é deputado federal licenciado e deve deixar o cargo para concorrer à reeleição em outubro deste ano.
Aliás, as eleições deste ano devem provocar a troca de quase um terço dos ministros da presidente Dilma Rousseff. Doze dos 39 integrantes do primeiro escalão federal são cotados para disputar mandatos e, caso concorram, vão precisar deixar os cargos até o próximo dia 6 de abril, por obrigação legal.
A tendência, porém, é que alguns deles antecipem a saída ainda este mês. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff iniciou na segunda-feira (13) as negociações para a reforma no primeiro escalão do governo.
Moka está na fila no Ministério da Agricultura há anos, quando já postulou o cargo em disputa interna com outros correligionários, porém, não obtendo êxito. Desta vez, o senador é visto como a bola da vez pela forte influência política dentro da cúpula nacional do PMDB e pelo trânsito fácil que tem no Congresso Nacional e até no Palácio do Planalto.
Essa possibilidade, publicada no blog do jornalista Willams Araújo, ganha novos componentes a partir da disposição do novo coordenador da bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional, deputado Vander Loubet (PT) de sedimentar as alianças nacionais e atrair cada vez mais o PMDB de Moka para esse projeto.