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TRE ainda não definiu data para novas eleições em Douradina

19 de fevereiro 2014 - 12h45 Por Redação Douranews
TRE ainda não definiu data para novas eleições em Douradina

O vereador Paulo Cesar Ferreira da Silva, o ‘Paulinho Chorão’, eleito pelo PSDB nas eleições municipais de 2012 com 250 votos, é o novo prefeito de Douradina. Ele tomou posse na manhã desta terça-feira (18), depois que, por determinação do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), foram cassados os diplomas do prefeito Darcy Freire (PDT) e seu vice, José Ailton de Souza Nunes (PSDB), que ainda  tiveram anulados os votos recebidos.

Darcy e José Ailton (Socó) estão preparando a defesa na denúncia de que foram eleitos à base de compra de votos, por troca com requisições de combustíveis. Ambos foram declarados inelegíveis por 8 anos e tiveram multa arbitrada em R$ 10 mil cada. O TRE/MS definirá data para novas eleições e até esta data Paulinho Chorão responderá como prefeito de Douradina.

Desmandos

Douradina vem sendo alvo de diversas denúncias e investigações da Polícia Federal e do MPE (Ministério Público Estadual) desde que Darcy Freire assumiu o governo municipal em 2008. Os casos que provocaram maior repercussão se deram a partir de 2012, quando o promotor de Justiça, Rodrigo Cintra Franco, emitiu ordem para que os vereadores cumprissem as atribuições constitucionais e fiscalizassem com rigor os atos administrativos do prefeito Darcy, sob pena de omissão e conseqüente responsabilização.

Ainda no final do primeiro mandato, outras denúncias por obras superfaturadas, obras pagas e não realizadas, medicamentos com data de validade vencida e outros ainda em condições de uso que foram descartados a céu aberto, contratos para fornecimento de alimentação a preços abusivos e em quantidades acima das efetivamente consumidas, além de contratação por serviços mortuários, colocaram sob suspeição a administração pedetista do município.

De acordo com a operação Pactum Sceleris (ajuste prévio) conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o esquema de corrupção iniciou-se durante a gestão da prefeita Nair Branti (PDT), também processada pelo Tribunal Regional Federal (TRF-3ª) por dano ao erário, improbidade administrativa e outras matérias de direito público.

Entre os documentos anexados ao processo, consta um relatório da CGU (Controladoria Geral da União) que aponta irregularidades em licitações e contratações efetuadas na gestão Nair Branti, que responde por improbidade administrativa, crime da lei de licitações, contra o mercado de capitais, peculato e formação de quadrilha. Dentre os investigados pelo Ministério Público Estadual, estão servidores municipais, pessoas físicas e empresas prestadoras de serviços, alguns do alto escalão municipal como: Francisco de Assis Honorato (ex-secretário de saúde), Maria Nilza Vieira (ex-secretaria de assistência social), Devair Soares Archilla (ex-presidente da comissão de licitação), Ana Cristina de Souza Xavier, Mirna Letícia Barreto entre outros.