O Fórum dos Movimentos Sociais e Sindicais Cutistas de Mato Grosso do Sul se reuniu no final da tarde desta quarta-feira (26), na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), para debater questões como Plebiscito pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, uma campanha nacional que visa a debater a necessidade de uma reforma política no Brasil.
De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, o tema é de extrema importância e os movimentos de MS estão se organizando para estar dentro desse processo. “O Plebiscito Popular permite que milhões de brasileiros expressem a sua vontade política e pressionem os poderes públicos a seguir a vontade da maioria do povo e é isso que queremos, portanto estamos somando a milhões de brasileiros na luta pela Reforma Política e esse momento nosso aqui é para nos organizarmos e definirmos como vamos participar deste processo”, afirma.
Segundo o presidente da CUT/MS (Central Única dos Trabalhadores), Genilson Duarte, é preciso mudar “as regras do jogo”, mudar o Sistema Político Brasileiro. “Isso só será possível se a voz dos milhões for ouvida. Como não esperamos que esse Congresso “abra seus ouvidos” partimos para a ação, organizando um Plebiscito Popular que luta por uma Assembleia Constituinte, que será exclusivamente eleita e terá poder soberano para mudar o Sistema Político Brasileiro, pois somente através dessa mudança será possível alcançarmos a resolução de tantos outros problemas que afligem nosso povo”, disse.
Os movimentos definiram que no dia 31 de março realizarão uma grande Plenária de formação do Plebiscito e de debate sobre o projeto a ser defendido para MS e para o Brasil neste ano decisivo para o país, que é quando o povo vai às urnas decidir os seus representantes. Segundo o Fórum a data foi escolhida como forma de protesto e reafirmação contra qualquer forma de ditadura, já que nesse dia se completa 50 anos do Golpe Militar de 1964.
Vários sindicatos cutistas, lideranças de movimentos diversos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), indígenas, negros, e da juventude, participaram da reunião.