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Governadores pedem aprovação de renegociação de dívidas

20 de março 2014 - 14h54 Por Redação Douranews
Governadores pedem aprovação de renegociação de dívidas

Os governadores dos estados de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, de Santa Catarina, Raimundo Colombo, do Paraná, Beto Richa, e o secretário de Planejamento do Rio Grande do Sul, João Mota, assinaram nesta quarta-feira (19) um ofício que será encaminhado para a presidente da República, Dilma Rousseff, e para o Senado e a Câmara Federal solicitando o apoio à votação e a aprovação do PLC (Projeto de Lei Complementar) que muda o índice de correção das dívidas de Estados, Distrito Federal e municípios junto à União. No documento, os governadores pedem atenção especial da presidente quanto ao tema. "Como forma de melhorar a situação financeira e econômica dos entes federados, justamente no momento em que se discutem diversas matérias no Congresso Nacional com pretensão de proporcionar soluções normativas para questões relacionadas ao Sistema Federativo", diz o documento, aprovado no encontro realizado em Campo Grande.

O assunto, assim como a regulamentação do comércio eletrônico foi um dos principais temas da reunião do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul), em Campo Grande. Empossado como novo presidente do Conselho, o governador André Puccinelli disse que o vital para todos os estados brasileiros é a renegociação das dívidas, com a mudança de alguns critérios da cobrança, principalmente o índice de comprometimento da receita. "É insuportável a dívida para os quatro estados e muitos outros. E pode ser votado, no mínimo, o indexador, o que atenua um pouco a situação. O vital é renegociar o percentual que temos que tirar [do Orçamento], para que em vez de 15% da receita líquida real, pudesse todo o mês pagar 10%, alongando o perfil da dívida. Teríamos os governos com fluxo de caixa para aplicar em diversos setores. Isto que é vital para Mato Grosso do Sul e outros três estados do Codesul”, disse.

Dívida e investimentos

Puccinelli acredita que no final de dezembro deste ano o valor nominal de débitos de Mato Grosso do Sul será em torno de R$ 7,9 bilhões, o que representará cerca de 90% da receita corrente líquida. Nos últimos anos, com a recuperação financeira e o aumento da capacidade de endividamento, o Estado captou grande volume de recursos (primeiro do BIRD e mais recentemente do BNDES, em dois programas) para fazer investimentos. “Quando pegamos o governo do Estado os R$ 6,98 bilhões representavam 181% da receita. Fizemos empréstimos de US$ 300 milhões (BIRD) e mais dois  - entre BNDES Estados e Pró-Investe - num total de R$ 1,9 bilhão”, informou André, salientando que o total de 181% do endividamento, com o planejamento do Estado e concretização de estimativas, representará no final 90% da receita corrente líquida. “Isso significa que Mato Grosso do Sul duplicou as suas reservas em termos de fortalecimento econômico financeiro”, finalizou.