O golpe que instaurou a Ditadura Militar completa, em 2014, 50 anos no Brasil e para relembrar e refletir sobre este importante momento na historia do Brasil a Fundação Astrogildo Pereira e o Diretório Estadual e Municipal do PPS realizam terça-feira (25), às 19 horas, em Campo Grande, o evento “Resistência democrática ao Golpe de 1964”, no auditório da Casa da Ferrovia.
No local, segundo a assessoria do PPS no Estado, ainda existe um porão que foi utilizado paras as reuniões da Ademat (Ação Democrática Mato-grossense), organização civil alinhada conservadora que ajudou a preparar o golpe militar em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a vereadora Luiza Ribeiro, do PPS, o evento busca contribuir para identificação e recuperação de relevantes aspectos políticos, sociais, econômicos e culturais que influenciaram e foram influenciados pelo golpe, contribuindo assim para a memória e entendimento da construção da história política do Brasil.
Para o professor Fausto Matto Grosso, ex-vereador pelo extinto PCB (Partido Comunista Brasileiro) na capital do Estado e um dos estudiosos desse movimento, é importante destacar que a violência e a repressão não ocorreram apenas nos grandes centros. “O golpe militar foi um processo duro e em Campo Grande muitas pessoas foram atingidas”, comentou.
Para o presidente do PPS em Campo Grande, Ricardo Maia, a data nunca deve ser esquecida. “O golpe e a ditadura que se seguiu foram uma agressão tão grande à democracia que os reflexos dessa violência até hoje são sentidos, não só pelas pessoas que resistiram e sofreram nos porões da ditadura, defendendo as liberdades, como por toda a sociedade”.