O deputado federal Marçal Filho disse, no final de semana, que tem se dedicado, nas últimas semanas, em Brasília, a buscar soluções para evitar que a Prefeitura de Dourados perca recursos importantes que o parlamentar garantiu junto ao Governo Federal através do OGU (Orçamento Geral da União).
Os valores serviriam para diversas obras que atenderiam a inúmeras demandas dos douradenses. “O que me espanta é que não são apenas recursos empenhados que perigam perder, mas obras pagas que a Prefeitura simplesmente não conclui, e equipamentos pagos que a administração municipal não entrega à população” aponta Marçal.
O PAI (Pronto Atendimento Infantil) para o qual Marçal conseguiu R$ 1,5 milhão, é, segundo o deputado, o melhor dos exemplos de que a conveniência rege a administração. “Agora mesmo, a Prefeitura lança publicamente um pacote de obras. Mas o Pronto Atendimento Infantil, pago desde abril de 2012, o pagamento já vai para o seu segundo aniversário, este não tem data para ser entregue à população”, afirma o parlamentar.
São ações como pavimentação asfáltica em diversos bairros da cidade, construção de praça, pistas de caminhada, complexo esportivo, construção de unidades de saúde, creches, museu, aquisição de equipamentos agrícolas e a revitalização do terminal rodoviário. A soma dos recursos garantidos por Marçal ultrapassam R$ 13 milhões de reais, contabilizados desde 2009 e que, mesmo seis anos depois, segundo o deputado, a atual administração não foi capaz de fazer resultar em nenhum benefício para os douradenses.
“Esse volume seria maior se contássemos os recursos que a Prefeitura perdeu por problemas em projetos. As obras que foram iniciadas, estão abandonadas e as que ainda não foram, também estão esquecidas em diligências de meses e meses que, reiteradas vezes, os órgãos em Brasília cobram e que a administração não resolve”, acrescenta Marçal.
Moradores de bairros que seriam atendidos com obras de asfalto e drenagem, através de recursos de emenda do deputado, relatam que a administração municipal tem cogitado aplicar recursos financiados pela Prefeitura recentemente, e que somam mais de R$ 200 milhões em dívidas para o município, em lugar de trabalhar pela liberação dos recursos da emenda de Marçal, que não tem custo algum para a cidade. “Vemos em Brasília todos os dias prefeitos das mais remotas regiões peregrinarem na busca por recursos federais. Ver esses mesmos recursos se perderem é doloroso”, conclui o deputado.