Dois dias após a Petrobras anunciar o fim das investigações por falta de provas, a CGU (Controladoria-Geral da União) decidiu abrir sindicância para apurar supostos pagamentos de suborno a funcionários da estatal pela companhia holandesa SBM Offshore. A ideia é aprofundar as investigações feitas pela comissão interna da estatal, criada em fevereiro para apurar o caso.
O suposto esquema de suborno foi revelado na internet em outubro do ano passado por um ex-funcionário da SBM e publicado pelo jornal "Valor Econômico". Segundo a empresa, ele pediu dinheiro para não divulgar os documentos.
Na denúncia, a SBM, uma das maiores empresas de aluguel e operação de plataformas, teria corrompido autoridades de governos de vários países e representantes de empresas privadas para conseguir contratos.
O ex-funcionário disse ainda que, entre 2005 e 2011, o valor pago teria chegado a US$ 250 milhões. No Brasil, o principal intermediário do esquema seria o empresário Julio Faerman. Ele foi um dos representantes da SBM no país até 2012 e é citado na investigação criminal aberta pelo MPF (Ministério Público Federal) em março.
A denúncia de pagamento de propina pela SBM no Brasil também está sendo investigada pela Polícia Federal. Os contratos entre a empresa holandesa e a Petrobras passam ainda por uma análise do TCU (Tribunal de Contas da União), como informa o G1.