Líderes da oposição entraram com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) na manhã desta terça-feira (8) para tentar impedir que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras investigue assuntos não relacionados à estatal.
A ação é movida pelo PSDB, pelo DEM e pelo PSB, e tem apoio de senadores independentes, como Pedro Taques (PDT-MT), Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). "Mais do que defender a CPI, estamos aqui para defender o Parlamento brasileiro", disse o senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato tucano à Presidência.
Senadores da oposição decidiram entrar com este recurso após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmar que uma CPI com escopo mais abrangente pode ser criada na Casa.
A oposição quer a apuração de quatro denúncias: a compra da refinaria em Pasadena, no Texas (EUA) e possíveis prejuízos; os indícios de superfaturamento na construção de refinarias; as suspeitas de pagamento de suborno a funcionários da estatal; e denúncias de que plataformas operariam sem componentes de segurança.