O empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, investigado pela Operação Ararath, deflagrada pela PF (Polícia Federal) em novembro de 2013, para apurar crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro, admitiu hoje (20), que está colaborando com as investigações conduzidas pelo MPF (Ministério Público Federal) em Mato Grosso.
Em nota divulgada por advogados, Gércio Júnior diz ter firmado um termo de colaboração com a PF e com o MPF. E que, pelo acordo, está impedido de fornecer qualquer outro detalhe sobre a Operação Ararath. Em novembro de 2013, quando concluiu a primeira etapa da operação, a PF informou que, desde o começo de 2011, vinha investigando empresas de factoring (fomento mercantil) e de outros segmentos, como uma rede de postos de combustíveis de Cuiabá.
Por meio de operações de empréstimo fraudulentas, as empresas lavavam dinheiro e fraudavam o sistema financeiro, movimentando mais de R$ 500 milhões de reais em seis anos. Ainda de acordo com a PF, base do esquema era uma empresa de Várzea Grande que, oficialmente, encerrou atividades em 2012.