Os cinco integrantes titulares da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Telefonia escolheram o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) para presidir a comissão, em reunião realizada nesta terça-feira (24), no plenarinho Nelito Câmara, da Assembleia Legislativa. A deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB) foi confirmada na relatoria.
Na vice-presidência ficou o deputado estadual Carlos Marun (PMDB) e o deputado estadual Marcio Monteiro (PSDB) será o sub-relator. O quinto integrante é o deputado estadual Cabo Almi (PT), membro titular.
Os parlamentares também definiram o planejamento e estratégias de atuação. Uma das metas é ouvir o maior número de consumidores possíveis para levantar todas as deficiências do serviço a fim de cobrar as melhorias necessárias.
“Em primeira análise, percebemos que aumentaram o número de clientes e não expandiram a tecnologia e as redes de transmissão”, comentou Marquinhos. “Na época da Telems, tinham um quarto para duas camas, com o ingresso de novas operadoras mantiveram o mesmo quarto, mas para 15 pessoas”, comparou.
Neste sentido, a CPI deverá se concentrar em descobrir os motivos dos sinais fracos, se há redes suficientes, as causas da dificuldade de aparelhos atingirem os sinais e o investimento realizado no Estado. Também é foco acabar com a norma que prevê prazo de validade dos créditos em ligações.
A CPI terá 120 dias para concluir os trabalhos e os integrantes adiantaram que a Copa do Mundo de Futebol e o recesso de 15 dias em julho não irão atrapalhar a investigação. “Independentemente de tudo, vamos continuar atentos”, prometeu o presidente.
Outros 19 estados também abriram CPI para investigar os motivos da ineficiência do serviço de telefonia. Das comissões, saíram TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), avalizados pelo MPE (Ministério Público Estadual), para obrigar as concessionárias a cumprirem seus deveres. “Só assim vamos resolver ou reduzir os nossos problemas”, analisou Marquinhos.