A presidente Dilma Rousseff cedeu ao aliado PR e decidiu tirar do comando do Ministério dos Transportes César Borges, que irá para a Secretaria de Portos, segundo uma fonte do governo que pediu para não ser identificada.
Borges foi comunicado da decisão na manhã desta quarta-feira (25), em reunião com a presidente Dilma no Palácio do Alvorada. Ele deixa o cargo após pressão de seu próprio partido, o PR, que na véspera informara o governo que não via o partido representado por Borges no ministério.
Para o lugar de Borges, a presidente deve indicar o atual presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística) e ex-ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, também filiado ao PR, segundo a fonte. Quando era ministro, Passos também perdeu o apoio do partido para permanecer no cargo.
A pressão sobre o governo em relação ao ministério ocorre num momento em que a direção do partido está para decidir se irá apoiar formalmente a reeleição de Dilma, garantindo mais tempo para a propaganda eleitoral de TV da petista.
Há pouco mais de um ano no cargo, Borges ganhara a confiança da presidente Dilma. Entre outras tarefas, ele vinha conduzindo o processo de concessão de rodovias à iniciativa privada, iniciado ano passado.
A Secretaria de Portos, para onde Dilma decidiu transferir Borges segundo a fonte, também está prestes a iniciar um processo de concessões à iniciativa privada. O governo federal tenta há meses destravar no TCU (Tribunal de Contas da União) o arrendamento de áreas no porto de Santos e em portos do Pará.
O atual secretário de Portos, Antonio Henrique Silveira, de perfil técnico, deve passar a ser o secretário-executivo de Borges, também disse a fonte, com publicação do portal Terra.