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Deputados ameaçam sustar projeto de Dilma na Câmara

15 de julho 2014 - 18h03 Por Redação Douranews
Deputados ameaçam sustar projeto de Dilma na Câmara

Para tentar avançar na pauta de votações antes do início do recesso parlamentar, que começa à meia-noite de quinta-feira (17), líderes da base e da oposição na Câmara dos Deputados buscaram acordo e estão dispostos a votar a urgência e o mérito do PDC (Projeto de Decreto Legislativo) 1.491/14, que susta o decreto sobre a Política Nacional de Participação Social (8.243/14), proposto pela presidente Dilma Rousseff (PT).

O decreto cria conselhos para discutir as políticas governamentais, com integrantes indicados pelo próprio governo, mas a medida provocou reações no Congresso. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), que apresentou o texto para anular a decisão do Planalto, disse que a medida é autoritária e representa uma “invasão” das prerrogativas do Legislativo. "Há agora o compromisso de votar, mas vamos votar apenas se houver quórum de pelo menos 380 deputados”, informou o deputado.

Para testar o quórum antes que o texto da oposição seja analisado, os líderes decidiram colocar como primeiro item na pauta de votações de hoje (15) a indicação de Bruno Dantas para o TCU (Tribunal de Contas da União). “Será um teste. A partir daí, entra o projeto que suspende o decreto presidencial. Esse é um compromisso da Casa e eu vou cumprir”, garantiu o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Com o acordo, o plenário da Câmara volta a se reunir nesta tarde e tem como último item previsto a MP (Medida Provisória) 641/14, que trata de assuntos como a regulamentação do setor de energia elétrica. O presidente da Câmara já antecipou que vai retirar, pelo menos dez artigos da MP, que pode ser apreciada ainda hoje. “Tudo o que não for concernente com energia elétrica eu vou, de ofício retirar”, disse.

O esforço concentrado na Câmara deveria ter começado ontem (14), mas, por falta de quórum, a sessão deliberativa convocada para o início da noite não foi instalada. A reunião dos líderes de hoje foi convocada para tentar avançar efetivamente nas votações já que, antes mesmo da corrida eleitoral, entre o próximo dia 18 e 1º de agosto, os parlamentares não devem aparecer no Congresso. O recesso parlamentar do primeiro semestre deve ser mantido mesmo que senadores e deputados não consigam aprovar o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2015.