O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira (5) que determinou a abertura de uma comissão de sindicância para apurar denúncias de suposta fraude na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga contratos da Petrobras.
De acordo com reportagem da revista "Veja", um vídeo indica que a presidente da Petrobras, Graça Foster, o ex-presidente José Sérgio Gabrielli e o ex-diretor da área internacional Nestor Cerveró tiveram acesso antecipado às perguntas dos parlamentares antes dos depoimentos que prestaram à comissão.
A CPI foi aberta em maio no Senado para investigar as suspeitas de superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, pela Petrobras, ao custo de US$ 1,3 bilhão, e as denúncias de que houve desvio de recursos na construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.
O relator da CPI, senador José Pimentel (PT-CE), negou favorecimento aos depoentes. Ele afirmou por meio de nota que não se reuniu com os depoentes nem orientou depoimentos. A Petrobras informou que "dá apoio" a executivos e ex-executivos, "preparando-os, quando necessário, com simulações de perguntas e respostas" antes de depoimentos a CPIs.
A comissão de sindicância será instalada a pedido do presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). A comissão será instalada ainda nesta terça-feira e terá 90 dias para apurar as denúncias apresentadas pela revista. Vital do Rêgo também pediu investigação do caso à Polícia Federal. O nome do senador Delcídio do Amaral, candidato a governador pelo PT em Mato Grosso do Sul, também aparece como um dos envolvidos no que a revista chamou de ‘fraude’.