Mesmo com mais de três mil quilômetros de rodovias recuperadas ou pavimentadas, e a construção e reforma de inúmeros prédios nas áreas de infraestrutura e social, o principal legado da administração que termina neste ano está no equilíbrio econômico-financeiro conquistado, afirmou o governador André Puccinelli. Em Aquidauana, onde lançou e inaugurou obras de educação, pavimentação e assistência social esta semana, André destacou as boas perspectivas que o novo gestor vai encontrar, graças ao cenário atual e a previsões de receitas nos próximos anos.
"A obra maior que fizemos é a solidez em que vamos entregar o Estado", disse, durante evento na nova sede do Cras (Centro de Referência em Assistência Social), lembrando que o comprometimento da receita líquida com o endividamento caiu pela metade nos últimos anos. "Devíamos o equivalente a todo um ano de receita e mais 80% da receita do ano seguinte. Hoje isso caiu para 90%, 95%. Ou seja, reduzimos consideravelmente", anunciou.
A nova administração estadual que inicia no próximo ano terá, na avaliação de Puccinelli, a vantagem de contar com esse equilíbrio e ainda com a entrada de receitas novas, advindas da luta pela divisão do imposto estadual do comércio não presencial e dos recursos novos do pré-sal. "O novo governador terá o dinheiro dos royalties do pré-sal. Serão 75% para a educação e 25% para a saúde, que são dois setores muito importantes", apontou, lembrando que isso deve representar um montante significativo, considerando que a prospecção nessa camada já chega a 500 mil barris de petróleo.
"Além disso, a receita do ICMS do e-commerce, que é recurso que tem que ser dividido. Por isso, 22 estados brasileiros estão brigando", completou. A expectativa do governador do Estado é ver aprovado o Projeto de Lei que divide igualmente o imposto pago pelo comprador entre o estado de origem do produto e o estado de destino. "Hoje, uma TV que um cidadão de Mato Grosso do Sul compra numa loja eletrônica de São Paulo tem todo o imposto pago lá, 100% fica na origem, isso vai mudar, para dividir igualmente", afirmou.