O déficit mensal de investimentos do governo do Estado na área de saúde de Dourados chega a R$ 4,2 milhões. Os números foram apontados esta semana pelo vereador Dirceu Longhi, do PT, levando em conta que atualmente o Estado faz o repasse de uma parcela de R$ 20,4 milhões mensais para Campo Grande atender uma população estimada em 1,4 milhão de pessoas. Já Dourados, que é responsável pelo atendimento médico-hospitalar a aproximadamente 700 mil pacientes de 33 municípios, recebe apenas R$ 6 milhões ao mês, segundo ele.
“Esses números deixam claro a falta de critério por parte deste governo. Pelo contingente populacional, Dourados deveria receber um aporte financeiro na área da saúde que correspondesse a 50% do valor repassado para a capital. Ou seja, há um déficit de R$ 4,2 milhões mensais de investimentos no setor de saúde em Dourados, já que esse repasse teria que ser de R$ 10,2 milhões
O vereador Dirceu Longhi (PT) voltou a utilizar a tribuna da Câmara de Dourados, na sessão desta terça-feira (19), para lembrar o caos vivido na saúde pública de Dourados. O vereador do PT defendeu o setor como prioridade dos próximos eleitos e cobrou empenho por parte dos representantes políticos de Dourados para ampliar os repasses destinados pelo Governo do Estado para o custeio da saúde pública do município.
Dirceu mencionou mais uma vez a omissão e a falta de critério do atual Governo do Estado, no que se refere ao financiamento da saúde, como fatores preponderantes para a crise existente no setor. Segundo ele, critérios técnicos e populacionais na distribuição dos recursos da saúde às macrorregiões de MS não tem sido obedecidos no caso da macrorregião de Dourados.
Isso explica, segundo o vereador do PT, a crise enfrentada pelas estruturas hospitalares e funcionários, que, apesar de todos os esforços, não conseguem suprir a demanda por atendimentos. Infelizmente, a tentativa de diálogo ao longo dos anos não tem sido suficiente para convencer o governador desta disparidade no financiamento da saúde. “Trata-se de um governo autoritário, que manda dinheiro para onde ele quer”, lembrou o vereador.
Dirceu Longhi lembrou ainda que outro agravante a esses números é o fato do Governo do Estado não aplicar o índice mínimo constitucional de investimentos em saúde, que é de 12%, conforme mostra relatório divulgado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), referente ao ano de 2013. Segundo o relatório do tribunal, o montante efetivamente aplicado chega apenas a 8,44% da arrecadação do ano passado. Desta forma, o Governo do Estado deixou de investir R$ 224,2 milhões em “Ações e Serviços de Saúde Pública” do que é previsto em lei, segundo apurou a assessoria de Longhi.