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Revista IstoÉ associa Delcídio a 'escândalo Petrobras'

14 de setembro 2014 - 11h20 Por Redação Douranews
Revista IstoÉ associa Delcídio a 'escândalo Petrobras'

"Recém-incluído na rumorosa relação do delator [Paulo Roberto Costa, o diretor da área internacional da Petrobras, preso pela Polícia Federal e que agora resolveu falar, sob o benefício da delação premiada], o senador petista Delcídio Amaral também obteve recursos para sua campanha de empresas mencionadas como integrantes do esquema”, assim começa trecho da edição desta semana da revista IstoÉ sobre as investigações de envolvimento de políticos em transações com a Petrobras.

Segundo a revista nacional, a campanha de Delcídio ao governo de Mato Grosso do Sul “recebeu R$ 622 mil da OAS, R$ 2,8 milhões da Andrade Gutierrez e R$ 2,3 milhões da UTC”. A reportagem lembra que entre 2000 e 2001 Delcídio ocupou a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. “Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente, em 2002, ele se transferiu do PFL para o PT e apadrinhou a indicação de Nestor Cerveró, primeiro para a área de Gás e Energia, ocupada por Ildo Sauer, e, finalmente, para a área Internacional”, publica. Um dos depoentes da CPI da Petrobras no Congresso na última semana, Cerveró encontra-se no rol de investigados no escândalo da estatal", segundo a reportagem.

A reportagem de IstoÉ diz que, além dos oito nomes já denunciados no esquema do propinoduto que teria sido instalado na Petrobras para abastecer políticos aliados do governo Dilma Rousseff, “agora foram citados outros quatro: os senadores Delcídio do Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ), o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o governador do Ceará, Cid Gomes (PROS)”. A revista informa que a apuração para a reportagem foi feita junto a procuradores e fontes ligadas à investigação.