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Política

Conselho de Saúde da Capital vota contra Centro Infantil

25 de setembro 2014 - 14h26 Por Redação Douranews
Conselho de Saúde da Capital vota contra Centro Infantil

Usando ‘narizes de palhaço’, os membros do Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande deliberaram hoje (25), após intensos debates, e por ampla maioria, a posição contrária à implantação do Centro Municipal Pediátrico proposto pelo prefeito Gilmar Olarte e pela Sesau (Secretaria municipal de Saúde) da Capital.

A vereadora Luiza Ribeiro do PPS esteve presente durante toda a sessão do Conselho e informou que "a decisão teve como fundamento o que preconiza o SUS, que é o fortalecimento da atenção básica, e por considerarem que a proposta apresentada não melhora o serviço de saúde para as crianças em Campo Grande, ao contrário, significará piora no atendimento nas unidades básicas de saúde”.

Luiza disse que as unidades devem ser fortalecidas e que recursos dos SUS e do tesouro municipal devem ser investidos “para ampliar e melhorar o atendimento às crianças na UPAS e no Centro Regional de Saúde". 

Os Conselheiros de Saúde informaram que a Prefeitura já tem um CEI (Centro de Especialidades Infantil) com atendimento de várias especialidades e que poderiam ser investidos recursos para ampliar o atendimento desse CEI “e não criar uma mentira, um falso hospital infantil, pois nem classificado pelo SUS como hospital estava previsto, ao contrário, foi reconhecido que o projeto de Olarte cria um ‘postão’, nem podendo ser considerado uma UPA, por exemplo”, como citado durante a reunião do Conselho.

Também deliberaram contrários ao Decreto 12.447/2014, que ilegalmente cria salários astronômicos [pela proposta, médicos do dito Hospital Infantil receberiam o triplo de salário que um pediatra que atende na rede) para aqueles quer iriam trabalhar nesse Centro Municipal de Saúde, por reconhecer que desrespeita os servidores “e provoca injustiças e privilégios”.

Ainda durante a reunião, os conselheiros deliberaram contrários à locação do imóvel do Hospital Sírio Libanês sem prévia licitação. Também foi deliberado comunicar essas decisões ao MPE (Ministério Público Estadual) e ao MPF (Ministério Público Federal) por representar temerosa aplicação de recursos públicos da saúde. A vereadora Luiza Ribeiro parabenizou os conselheiros pelas corajosas decisões tomadas.