Usando ‘narizes de palhaço’, os membros do Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande deliberaram hoje (25), após intensos debates, e por ampla maioria, a posição contrária à implantação do Centro Municipal Pediátrico proposto pelo prefeito Gilmar Olarte e pela Sesau (Secretaria municipal de Saúde) da Capital.
A vereadora Luiza Ribeiro do PPS esteve presente durante toda a sessão do Conselho e informou que "a decisão teve como fundamento o que preconiza o SUS, que é o fortalecimento da atenção básica, e por considerarem que a proposta apresentada não melhora o serviço de saúde para as crianças em Campo Grande, ao contrário, significará piora no atendimento nas unidades básicas de saúde”.
Luiza disse que as unidades devem ser fortalecidas e que recursos dos SUS e do tesouro municipal devem ser investidos “para ampliar e melhorar o atendimento às crianças na UPAS e no Centro Regional de Saúde".
Os Conselheiros de Saúde informaram que a Prefeitura já tem um CEI (Centro de Especialidades Infantil) com atendimento de várias especialidades e que poderiam ser investidos recursos para ampliar o atendimento desse CEI “e não criar uma mentira, um falso hospital infantil, pois nem classificado pelo SUS como hospital estava previsto, ao contrário, foi reconhecido que o projeto de Olarte cria um ‘postão’, nem podendo ser considerado uma UPA, por exemplo”, como citado durante a reunião do Conselho.
Também deliberaram contrários ao Decreto 12.447/2014, que ilegalmente cria salários astronômicos [pela proposta, médicos do dito Hospital Infantil receberiam o triplo de salário que um pediatra que atende na rede) para aqueles quer iriam trabalhar nesse Centro Municipal de Saúde, por reconhecer que desrespeita os servidores “e provoca injustiças e privilégios”.
Ainda durante a reunião, os conselheiros deliberaram contrários à locação do imóvel do Hospital Sírio Libanês sem prévia licitação. Também foi deliberado comunicar essas decisões ao MPE (Ministério Público Estadual) e ao MPF (Ministério Público Federal) por representar temerosa aplicação de recursos públicos da saúde. A vereadora Luiza Ribeiro parabenizou os conselheiros pelas corajosas decisões tomadas.