A operação Atenas, realizada pela PF (Polícia Federal), desde às primeiras horas da manhã em Naviraí, cumpriu sete mandados de prisão preventiva e três mandados de prisão temporária. Além desses, 28 pessoas foram conduzidas à delegacia e a polícia realizou 35 mandados de busca e apreensão em salas da Câmara de Vereadores, escritórios de advocacia e residências de vereadores e empresários na cidade.
De acordo com o jornal Sulnews, a investigação foi iniciada no fim do ano passado, segundo a Polícia Federal, e apurou que vereadores da cidade exigiam e recebiam vantagens indevidas para aprovação de leis e para atuações ilegais na expedição de alvarás para estabelecimentos comerciais. Segundo a polícia, a investigação junto ao MPF (Ministério Público Estadual) descobriu ainda que havia um esquema ilegal de recebimento de diárias pagas pelos cofres públicos para viagens que não eram realizadas por servidores públicos municipais.
Participam da operação 200 policiais federais e três membros do MPF (Ministério Público Federal). A Polícia Federal ainda não divulgou os nomes dos presos e intimados, que estão na delegacia nesta manhã. No início da manhã, o jornal Sul News acompanhou a operação e apurou que a polícia esteve na casa de, pelo menos, seis vereadores, dentre eles Elias Alves, que mora próximo da Câmara.
O vereador Marcus Douglas Miranda (PMN), que foi candidato a deputado nas eleições realizadas domingo (5), e chegou a ser detido sob suspeita de desacato ao juiz eleitoral da Comarca, disse ontem (7) que chamaria a imprensa e distribuiria, via assessoria, uma matéria com relação às atitudes do juiz Eduardo Lacerda Trevisan, que determinou a prisão dele, por desacato a autoridade, quando houve o flagrante de passagem da carreata dele, na frente do Cartório Eleitoral. Marcus Douglas disse que “a fala do juiz extrapolava suas funções, com pré-julgamento e ataque à classe política”, segundo o jornal.