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Deputado associa morte de índia a conflitos por terra

11 de novembro 2014 - 18h08 Por Redação Douranews
Deputado associa morte de índia a conflitos por terra

O deputado federal Chico Alencar (PSOL) postou em seu Facebook mensagem de solidariedade à A morte da indígena Marinalva Manoel, de 27 anos, encontrada assassinada no dia 1 de novembro, com vários golpes de faca, às margens da BR 163, em Dourados, mereceu manifestação do deputado federal Chico Alencar, do PSOL-RJ que se disse solidário ao povo guarani de Dourados e de Mato Grosso do Sul na luta por demarcações de terras.

O título “Tragédia Anunciada”, na publicação de Alencar pelo perfil que mantém no Facebook, teve mais de 18 mil compartilhamentos e superou 10 mil curtidas. Chico lamentou a morte e se disse solidário ao povo Guarani-Kaiowá, finalizando a mensagem exigindo a demarcação de terras no Estado.

“A liderança Kaiowá Marinalva Manoel, de apenas 27 anos, foi brutalmente assassinada na madrugada de sábado, 01 de novembro. Seu corpo foi encontrado às margens da rodovia BR-163, nas imediações de Dourados, Mato Grosso do Sul, com 35 facadas”, escreveu o deputado.

Há cerca de 15 dias, Marinalva compôs comitiva que esteve em Brasília em defesa dos direitos territoriais dos Guarani-Kaiowá. “Naquela ocasião, ela e outras lideranças indígenas denunciaram diversos casos de violência contra suas comunidades, praticados por fazendeiros da região. Informaram, ainda, em reuniões no Congresso Nacional, no STF e no Ministério da Justiça, que esse quadro tem se agravado, diante dos retrocessos aos direitos constitucionais dos povos indígenas nas esferas legislativa, executiva e judiciária”, destacou o parlamentar pelas redes sociais.

Crime passional

O delegado responsável pelo caso na Polícia de Dourados, Edmar Batistela, informou que Marinalva seria uma das defensoras da demarcação da terra indígena Ñu Porã e integrante do Conselho Guarani-Kaiowá Aty Guasu. A ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou nota no dia 6 pedindo rigor e rapidez na investigação do assassinato

Na nota, a ONU afirma que Marinalva teria recebido ameaças e que “são evidentes os elementos de feminicídio [assassinato de mulheres por razão de gênero], enquanto o delegado Batistela acredita que o assassinato pode ter motivação passional.