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Indexador que alivia dívidas de Municípios é sancionado

26 de novembro 2014 - 10h50 Por Redação Douranews
Indexador que alivia dívidas de Municípios é sancionado

A presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei que altera o indexador das dívidas de estados e municípios com a União e alivia a situação fiscal dos governos estaduais e das prefeituras. O texto havia sido aprovado pelo Senado e enviado para a Presidência no início do mês. A sanção foi publicada na edição desta quarta-feira (26) do Diário Oficial da União.

Dilma vetou dois artigos, mas manteve o que garantia a correção retroativa das dívidas contraídas antes de 1 de janeiro de 2013, como queriam prefeitos e governadores. Pelo texto, o saldo devedor até essa data vai ter correção retroativa pela variação acumulada da taxa Selic (taxa básica de juros da economia) desde a assinatura dos contratos. O dispositivo não agradava ao governo, que teme perdas futuras na arrecadação e desequilíbrio fiscal, mas foi mantido após acordo com os parlamentares.

A lei sancionada alivia a situação fiscal de governos estaduais e municipais porque reduz os juros das dívidas contraídas com a União.

Atualmente, a correção é baseada no IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) mais 6% a 9% de juros ao ano. Com o projeto, o indexador passará a ser a taxa Selic ou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais 4% de juros, o que for menor.

Vetos

A presidente, no entanto, vetou o artigo 1º do texto, que alterava regras para concessão, por parte dos entes públicos, de benefícios ou incentivos tributários. Na justificativa do veto, Dilma disse que o artigo foi elaborado "em momento de expansão da arrecadação", mas, segundo ela, houve "alteração da conjuntura econômica".

O outro artigo vetado determinava que os encargos calculados para títulos federais deveriam ficar limitados à Selic. Na justificativa, a presidente afirmou que esse dispositivo iria ferir o princípio da isonomia (igualdade) entre os entes, porque, segundo ela, a maioria dos devedores já pagou o montante baseado em regras anteriores. Além disso, a presidente também argumenta que, nesse caso, a União não é a única credora. Com informações do G1