Na primeira visita oficial ao Município após ter sido eleito,em segundo turno, as eleições para o Governo de Mato Grosso do Sul, o ainda deputado federal tucano Reinaldo Azambuja garantiu, nesta sexta-feira (28), em Coletiva de Imprensa realizada na Câmara de Vereadores, que Dourados estará representado no primeiro escalão do futuro Governo.
“Aqui nós tivemos uma vitória expressiva, eu tenho que agradecer e reconhecer essa participação da população e o apoio às nossas propostas. Todos que nos apoiaram estarão representados, mas não vamos entregar o Governo aos partidos, vocês já viram o que acontece quando se faz isso”, citou, criticando a forma como o PT compartilha cargos na estrutura federal, por exemplo.
O governador eleito tomou o cuidado de não citar nomes, disse que ainda não convidou ninguém oficialmente, e que ainda está preparando o modelo de Governo que pretende implantar a partir de janeiro no Estado, mas confirmou que gostaria de contar com Eduardo Riedel, atual presidente da Famasul e com o deputado estadual, eleito federal, Márcio Monteiro, na equipe de auxiliares diretos.
Reinaldo Azambuja confirmou que vai implantar a Governadoria Regional em Dourados e que será um governador “bastante presente” nos municípios do interior. Disse que está preocupado com o que chamou de “pacotes de bondades” que o governador André Puccinelli (PMDB) vem promovendo no final do mandato, citando que o aumento de repasses aos outros poderes e ajustes no PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração) de algumas categorias vai impactar a folha do novo Governo “em mais de R$ 20 milhões já no começo do mandato”.
Desautoriza André
Ainda durante a Coletiva de Imprensa, antes de se reunir com lideranças da cidade e região no plenário lotado da Câmara de Vereadores, Reinaldo disse que vai aumentar o repasse de recursos para a Saúde de Dourados, mas desautorizou o atual governador a comprometer parte do Orçamento do futuro Governo ao prometer repasses para o prefeito Murilo Zauith (PSB) implantar a UPA. Em visita ao Município na semana passada, André anunciou que o prefeito poderia ativar a Unidade de Saúde porque o Governo iria repassar R$ 500 mil por mês, “até dezembro de 2015”, ou seja, durante todo o primeiro ano da nova gestão estadual