Após quase 19 horas de sessão, o Congresso Nacional aprovou na madrugada desta quinta-feira (4) o texto-base do projeto que derruba a meta fiscal prevista para 2014 (o PLN 36/14), permitindo que as contas fechem e evite problemas maiores à presidente Dilma Rousseff. A sessão foi encerrada já no final da madrugada, como informa o portal iG.
Devido à falta de quórum, a última emenda, proposta do deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) não foi votada. O presidente Renan Calheiros encerrou a sessão às 4h58 e convocou uma nova para terça-feira (9), ao meio-dia. A emenda pendente pretende limitar as despesas correntes discricionárias (que o governo pode escolher se executa ou não) ao montante executado no ano anterior.
Destaques
Durante a madrugada, os parlamentares rejeitaram a terceira emenda, proposta pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). O deputado pretendia excluir das desonerações tributárias a serem descontadas no cálculo do superavit primário as partes devidas a estados e municípios, como as parcelas do Imposto de Renda e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que compõem o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
Os parlamentares rejeitaram também a emenda do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que pretendia obrigar o governo a fazer o repasse de todas as transferências legais, constitucionais e obrigatórias a estados, Distrito Federal e municípios até o dia 20 de dezembro deste ano, se referentes ao exercício de 2014.
A primeira emenda rejeitada pelos parlamentares foi proposta pelo deputado Mendonça Filho (DEM-PE) que pretendia obrigar o governo a atingir a chamada meta consolidada do setor público, na qual está incluído o esforço dos estados e municípios, por meio da suplementação do que esses entes não tenham conseguido economizar.