O ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, considerou nesta segunda-feira (8), que é necessário trazer as empresas estatais, sobretudo as de economia mista, para o foco de controle interno do Poder Executivo. O ministro também anunciou que não pretende ficar no cargo no próximo ano e que já teria entregado a carta de demissão à presidente Dilma Rousseff (PT).
Hage participou na manhã desta segunda-feira em Brasília de evento de abertura do Dia Internacional contra a Corrupção ao lado de representantes do Ministério Público Federal, entre outras autoridades.
"É preciso trazer as estatais para o foco do controle porque atualmente elas têm sistema de licitações próprio, no caso da Petrobras, não utilizam o sistema corporativo do governo, o que faz com que fique fora do alcance dessas atividades", ressaltou o ministro após a palestra. No discurso, Hage defendeu a ampliação do sistema de controle interno do Poder Executivo considerado por ele como "incompleto". "Essa ampliação e complementação do sistema demanda, é certo, uma decisão política de investir mais em controle e prevenção da corrupção, com uma mudança de patamar nas dimensões do sistema de controle, hoje ainda acanhado e limitado", ressaltou o ministro.
Ao falar sobre os desdobramentos da Operação Lava Jato, Hage afirmou que a CGU pediu formalmente ao juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações, a planilha de obras públicas de outros setores além da Petrobras que também seriam alvo de desvios. Moro afirmou na semana passada que existem indícios de que os crimes de corrupção e propinas "transcenderam a Petrobras". Com informações do Terra