A família do general Leo Guedes Etchegoyen, morto em 2003, protestou contra a inclusão do nome dele na lista de 377 agentes do Estado considerados responsáveis por crimes na época da ditadura. Em nota, a família do militar afirmou que as conclusões da CNV (Comissão Nacional da Verdade), divulgadas quarta-feira (10), têm o propósito de "puramente denegrir".
O texto é assinado pela viúva de Etchegoyen e cinco filhos, entre eles Sergio Westphalen Etchegoyen, general da ativa do Exército brasileiro, e que comandou a 4ª. Brigada de Cavalaria Mecanizada em Dourados no período de 2005 a 2007.
A comissão é criticada na nota por não ter contatado a família a respeito das acusações.
"Ao apresentar seu nome, acompanhado de apenas três das muitas funções que desempenhou a serviço do Brasil, sem qualquer vinculação a fatos ou vítimas, os integrantes da CNV deixaram clara a natureza leviana das investigações", diz a nota.
O general Sergio Westphalen Etchegoyen garante que consultou o comandante do Exército, general Enzo Peri antes de se manifestar sobre o conteúdo do documento da CNV. Oficiais da ativa não costumam se pronunciar sobre questões que envolvam implicâncias políticas, por conta das regras da caserna. Com informações do jornal O Globo