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Sem-terra bloqueiam trecho da BR 262 que liga a Campo Grande

15 de dezembro 2014 - 12h55 Por Redação Douranews
Sem-terra bloqueiam trecho da BR 262 que liga a Campo Grande

A rodovia BR 262, no trecho que liga o município de Terenos a Campo Grande, amanheceu paralisada hoje (15) por conta de manifestação que é realizada desde às 6 horas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) de Mato Grosso do Sul. A rodovia foi interditada em solidariedade à luta pela demarcação de Terras Indígenas e pela retomada da Reforma Agrária, com um conceito popular, conforme defendem os membros do MST no Estado.

De acordo com a direção estadual do Movimento, a questão das terras indígenas em MS precisa ser resolvida antes que mais sangue inocente seja derramado. O MST/MS reivindica que os poderes constituídos tomem providências cabíveis e emergenciais para resolver o conflito. A ação de hoje denúncia principalmente à situação que estão vivendo os indígenas de Caarapó, que estão ocupando a área tekoha Tey'i Jusu, na margem da Reserva Tey'ikue, em um cerco que se formou na frente da fazenda.

Lideranças indígenas denunciaram na semana passada terem sido alvos de tiros de arma de fogo e uma jovem ferida de 17 anos teria desaparecido do local. A denúncia de que o corpo dela teria sido arrastado por uma caminhonete não foi confirmada por policiais que monitoram o conflito na região.

Segundo Dinho Lopes, membro da direção estadual do Movimento Sem Terra, que acompanha a ação em Terenos, o MST não é apenas solidário a luta pelo reconhecimento do território indígena, como irá batalhar lado a lado para que a justiça seja feita. “Há anos assistimos o sangue dos indígenas escorrerem nas mãos do latifúndio ou das forças armadas, assim como muito dos nossos que tombaram na luta por terra e justiça social. Tudo isso por omissão dos poderes constituídos, responsáveis por agir concretamente na demarcação e na Reforma Agrária, por isso estamos realizando essa ação hoje e realizaremos quantas mais forem necessárias, para chamarmos a atenção dos que precisam resolver essa situação alarmante, antes que uma guerra se instaure em nosso Estado”, afirma.