O governador Reinaldo Azambuja assume nesta quinta-feira (1) o Governo de Mato Grosso do Sul, após a inédita vitória de um candidato do PSDB nas eleições do Estado [antes o poder era dividido entre o antigo PDS e depois no revezamento de PMDB e PT] e terá à disposição uma lista com pelo menos 2.200 cargos considerados de comissão, onde possui o livre arbítrio de indicar ocupantes sem a necessidade de concurso público.
Os chamados cargos políticos estão distribuídos pela presidência de várias fundações e empresas do Governo do Estado com salários que variam de acordo com a importância de cada um, podendo passar por um DGA-2, com salário que pode chegar a R$ 3.828; DGA-1, com renda de R$ 8.185 e até um DGA Especial, que ultrapassa R$ 10 mil.
Além disso, Azambuja tem disponível a presidência do Detran, da Funtrab (Fundação do Trabalho), Agesul, Sanesul, MSGÁS, Comunicação, Fertel (Fundação Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul), e das Subsecretarias de políticas para Mulheres, População Indígena e Juventude e Promoção da Igualdade Racial e da Cidadania. Também estão abertos os cargos na Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), na Fundtur (Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul), Inmetro (Agência Estadual de Metrologia), Junta Comercial, MS-Mineral, Imasul, Iagro, Agraer, Fudesporte, Escola de Governo, Ageprev, Agiosul (Imprensa Oficial), Agehab, Agepen, Hospital Regional, de Procurador-Geral do Estado, representação em Brasília e os chefes da Polícia Civil e Militar, que também pode ser de indicação política.
Além destes cargos, ainda há os comissionados que ajudam a assessorar o governador e os segundos e terceiros escalões. Na gestão de André Puccinelli (PMDB), que encerra o Governo depois de oito anos de mandato, foram abertas 2.825 vagas e 2.211 foram preenchidas.