O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) divulgou nesta sexta-feira (6) o teor da ação penal proposta pelo MPE (Ministério Público do Estado) contra o prefeito de Campo Grande, Gilmar Antunes Olarte (PP) e mais duas pessoas. Segundo o desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, o objetivo de tornar pública a ação, quebrando o segredo de justiça inicialmente imposto, é para pôr fim às especulações que cercam o caso. De acordo com a nota, muitas informações equivocadas ou inexistentes no caso estariam sendo divulgadas.
O advogado do prefeito, Jail Azambuja, informou, em reportagem da TV Morena, que Gilmar Olarte ainda não foi notificado pela Justiça. Sobre o teor da acusação, no entendimento do advogado, o processo ainda está na fase administrativa e reiterou a inocência do prefeito em relação às acusações.
De acordo com TJMS, Olarte foi denunciado pelo MPE, na esfera criminal, por suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o Gaeco [grupo especial do MPE], a investigação começou em outubro de 2013, mas veio à tona após a prisão de um ex-assessor da prefeitura de Campo Grande, no dia 11 de abril, em são Paulo (SP). Ele foi solto cinco dias depois, após prestar depoimento.
Os valores obtidos com a suposta lavagem de dinheiro, segundo a investigação, teriam sido usados para a “compra de vereador”. Na época, Jail Azambuja, advogado que representava Olarte, afirmou que o prefeito não seria alvo da investigação e será ouvido na condição de testemunha. Disse ainda que não houve compra de vereador, não há relação do prefeito com os empréstimos e que as pessoas “utilizaram o nome do político para obter vantagens”.
No dia 12 de abril, um pastor, um jornalista e um funcionário de uma empresa de factoring também foram ouvidos por causa da investigação. Pelo menos 12 pessoas já prestaram depoimentos, ao todo. Entre eles, os vereadores Otávio Trad, Flávio César e Eduardo Romero, todos do PT do B. O advogado que representava os parlamentares, Valdir Custódio da Silva, afirmou na época que os clientes dele foram ouvidos como testemunhas e não como investigados.
Também foram convocados , um secretário da prefeitura, além de um ex-assessor parlamentar que trabalhou na Assembleia Legislativa.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul recebeu, no dia 13 de novembro de 2014, denúncia contra o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, feita pela Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público Estadual. O processo tem mais de três mil páginas.