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Política

Três executivos da Arxo, presos na 9ª fase da Lava Jato

10 de fevereiro 2015 - 13h30 Por Redação Douranews
Três executivos da Arxo, presos na 9ª fase da Lava Jato

Os três executivos da empresa Arxo, presos temporariamente na 9ª fase da Operação Lava Jato, da PF (Polícia Federal), deixaram a carceragem na superintendência da corporação, em Curitiba, por volta das 20h30 desta segunda-feira (9). São eles: Gilson Pereira, sócio-proprietário; Sérgio Marçaneiro, diretor financeiro; e João Gualberto Pereira, um dos proprietários. Quatro pessoas foram presas nesta etapa da operação. Um deles continua preso.

O juiz federal Sérgio Moro expediu, no início desta noite, o alvará de soltura dos três. Na decisão, Moro determina o comparecimento deles a todos os atos do processo mediante intimação por qualquer meio, inclusive por telefone; que eles não deixem as respectivas residências por mais de 30 dias, nem deixem o país sem prévia autorização da Justiça. Sérgio Moro ainda diz que eles estão proibidos de manter contato ou intimidarem, direta ou indiretamente, a ex-funcionária da Arxo que é testemunha e prestou depoimento ao MPF (Ministério Público Federal).

Gilson Pereira e Sérgio Marçaneiro foram detidos na quinta-feira (5), dia em que a operação foi deflagrada. João Gualberto Pereira se apresentou na superintendência da Polícia Federal apenas na sexta-feira (6), pois estava nos Estados Unidos quando o mandado de prisão foi expedido.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco.

As prisões temporárias de Gilson Pereira e de Sérgio Marçaneiro venceriam nesta segunda. Já a de João Gualberto Pereira expiraria somente na terça-feira (10).

Já Mario Góes, suspeito de ser um dos operadores do esquema de pagamento de propina envolvendo a Arxo, está preso preventivamente – ou seja, sem data para ser solto. Ele se entregou à PF, na capital paranaense, no domingo (8), depois de ficar três dias foragido.

A empresa Arxo, de construção de tanques de combustíveis, tem sede em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, é suspeita de estar envolvida em um esquema de pagamento de propina relacionada à Operação Lava Jato. Segundo a Polícia Federal, a companhia tem negócios com a BR Distribuidora.